Ensaio. . .



~ Terça-feira, Outubro 28, 2008
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. . .sobre a política atual - I

Alguns proclamam que o meu querido Rio de Janeiro vive entrincheirado politicamente, vivendo em notório desacordo com as outras instâncias hierárquicas, como o governo do estado e união. Mas, vos digo que a alma do carioca sempre foi austera e dotada de rebeldia, baseada na independência de tantos jovens nascidos e criados em diversas faculdades e instituições de ensino, porem o fato hoje na verdade se inverte, nossa trincheira política não mais se baseia no fato do isolamento político e sim, na trincheira social, onde políticos se elegem com currais eleitorais, conhecidos por todos, nossa trincheira carioca hoje, não provem mais de diferenças por correntes políticas, hoje os sacos de areia que a formam são feitos de tijolos velhos e papelões são as casas pobres e mal construídas das comunidades carentes que hoje se formam as trincheiras cariocas. Nossos políticos eleitos garantem suas posições nestes locais, são votos certos, que custam em media vinte reais aos cães de partido ou a garantia de que não sofrera alguma represaria física ou psíquica. Infelizmente, nossa trincheira carioca nem sequer mais é feita de correntes políticas rebeldes, geralmente corruptas, mas isso não vem ao caso no momento, nossa trincheira atual é formada por papelão e tijolo velho, são as novas cercas dos currais.
~ Quarta-feira, Outubro 15, 2008
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. . .sobre a perspectiva

Falaríeis da perspectiva, a fato de olhar aquilo além do que se vê. Caso simples fosse desse jeito, não teria porque perder meu tempo escrevendo sobre isso, mas essa coisa chamada de perspectiva não chega a ser um problema, muitos a almejam e com razão, é a abertura de olhares e pontos de vista, a entrada da luz q simboliza a razão para dentro do ser humano comum. Após essa breve demonstração, sinto informar q como no taoísmo, tudo possui seu lado bom e ruim, se a posse da perspectiva é a entrada da luz, a falta da mesma mostra o nada, a perfeita percepção do breu, a falta ou a não posse da perspectiva é pior que não conhecê-la. Um sábio pintor foi seu adventista pratico, antes de sua temática artística, quando um quadro era pintado e algo queria ser mostrado, o objeto em si era pintado, um prato sobre uma mesa era pintando integralmente com a face exposta para frente, vendo-o na vertical. A perspectiva artística nasceu quando esse sábio pintor já exposto antes resolveu pintar de uma forma distinta da habitual, fazendo com que seus apreciadores olhassem alem do q vissem, retratando agora uma mesa, porei com uma borda de prato em cima da mesma, não era um prato perfeitamente pintado, e sim uma idéia transpassada, aquilo era um prato mesmo não estando todo lá. Para um sonhador nada pode ser pior do que não mais conseguir sonhar, para um romântico, não mais conseguir amar, essa perda, esta quebra de costumes e parâmetros existenciais, nos faz cair como os pratos pintados sobre nada, caímos, e por lá ficamos, pois conseguimos olhar, mas nada enxergamos e não há dor maior para um sábio que esta.
~ Sexta-feira, Agosto 22, 2008
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. . .sobre o temor

Nos ocidentais não sabemos quem é Deus propriamente dito, sabemos que Ele existe e que numa visão geral se resume a uma forma de energia superior responsável por criar a tudo e a todos, mas nos é impedido saber quem de fato é Deus, como Ele é, que formas ele possui, que sentimentos tem, se é como nos ou se é um ser divino incapaz de possuir inperfeições, nos não sabemos quem é Deus, como ele é, do que é capaz e onde Ele está. Aos mais fanaticos, acalmem-se, notem o uso de letras capitais e vejam que aqui não se está questionando sua crença e dando um viva aos ateus, a esses um breve pedido de desculpa. É relevante pensar como os orientais, não como aqueles que não acreditam no criacionismo e sim no evolucionismo, deixemos isso para uma outra hora, atemo-nos no criacionismo. O que é o criacionismo oriental, são aquleas religiões consideradas como mitológicas, onde vários deuses existem e são cultuados. E antes que ataquem, defendo, a intenção de saber o que é melhor, politeismo ou monoteismo, agora também se flagra irrilevante, não é o principal agora. O ponto de toda discussão após tantos rodeios, é o fato do nosso Deus ser tão distante de nos humanos, diferente dos deuses antigos, antes sempre presentes e interagindo de forma direta com os humanos. O ponto da interaçao Divino-Homem é o causador de tamanha divagação, devemos pensar se a fraqueza moral dos ocidentais não mora nessa perda. A figura de Zeus, Afrodite, Ares, entre outros, suas fraquezas, forças e sanções eram conhecidas pelos antigos, caso Zeus tivesse uma ordem descomprida ele tacaria raios na Terra, caso Ares fosse desrpeitado, o exercito seria derrotado, suas interaçoes eram latentes e perceptiveis, com o nascituro dos ditos Herois, filhos de divinos com mortais, e a caça de perfeitos e belos mortais por divinos, o contato era perceptivel. Levando isso para o lado prático, divaguemos sobre os olimpicos, nada mais são do que a busca feita pelo mortais para se equipararem aos divnos, o melhor mortal se equipara a um divino, já que estes sabem como é a perfeiçao suprema, ela é conhecida e tangível. Trazendo toda essa tomada ao mundo contemporâneo, podemos raciocinar a partir do pensamento do sociologo Michel Foucault em seu celebre titulo, Vigiar e Punir, onde a tese abordada ratifica que para os homens se comportarem e obedecerem as regras, um panótipo deve ser criado e se manter sempre presente e austero. Somando todas essas ideias chegaremos a um denomidor cartesiano, onde é lógico defender a tese de que por nos ocidentais desconhecemos nosso Deus, desconhecemos sua forma, origem e sanção, olhamos para o alto e em volta e nao vemos o nosso panótipo, Deus está muito longe e se encontra desconhecido, por isso burlar as leis primárias é tão banal, não temos medo da sanção, ela nos é desconhecida e pode ser considerada como fator responsável por tantas dificuldades em se viver em sociedade.
~ Sexta-feira, Agosto 01, 2008
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. . .sobre o ser

O ser, enquanto ser. Uma bela frase pensada e proferida há muitos anos, uma racionalização sobre a necessidade do homem se conhecer. Mas, divaguemos sobre essa necessidade, onde ela reside? Não, ela não dentro de cada um de nos, e sim de forma latente é imposta pela sociedade. Dento de nossas mentes somos aquilo que queremos, somos tudo aquilo que desejamos ser e quando queremos nos convencemos até daquilo que não é real. Logo, quem diz para nos o que somos? Não, não é um simples espelho, nosso espelho assim como nossa mente, pode ser convencida daquilo que nossa mente mais deseja, por isso ele não é de confiança.

Depois de definir que o ser que somos não eh mostrado por nossos espelhos e nem concretizados por nos mesmo, pensemos como age essa força latente presente na sociedade.

Vivendo em sociedade, somos sempre requisitados e testados por aqueles que vivem ao nosso redor, e os mais próximos e possuidores de confiança, acabam por nos mostrar quem realmente somos.

Desse modo, por esta divagção entende-se que o que somos e as alterações que sofremos enquanto ser, está baseada na nossa vivência e relação com aqueles mais próximos. O dever ser, é aquilo que nos tornamos ao descobirmos que estamos olhando apenas para o espelho convencido.
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